terça-feira, 23 de agosto de 2011

"Sirvam nossas façanhas de modelo à toda Terra"


Há muito tempo convivemos com um certo bairrismo gaúcho em relação ao resto do país, assim como sofremos com as piadinhas preconceituosas que geralmente chamam os gaúchos de gays e etc. Mas esse bairrismo vai além dessas certas "birras", é algo que está presente na história, algo que está implantado na cultura de cada gaúcho, que por sinal faz com que cantamos o Hino Rio-Grandense com mais vontade, dando valor as "peleias" ganhas no passado, honrando a Revolução Farroupilha. De certa forma me considero um verdadeiro bairrista junto com a maior parte da população gaúcha, obviamente não sou a favor de separar o Rio Grande do Brasil, pois acho isso uma proposta bem vencida e antiga, mas nem por isso digo que a nossa formação cultural seja igual ao restante do país. Sofremos grandes influências uruguaias e argentinas, o que faz o RS ter uma alma mais guerreira. Um exemplo muito comum disso são as torcidas da dupla GRE-NAL, ambas seguem o estilo latino de torcer, seguindo a risca o modo "Barra Brava". Dando uma explicação prática de bairrismo podemos citar o último jogo do Internacional, contra o Flamengo, onde a Rede Globo aumentava o volume da torcida do Flamengo a cada instante, uma pequena observação: eram cerca de 3 mil torcedores flamenguistas contra 35 mil na arquibancada colorada, e mesmo assim em algumas partes do jogo a torcida que se mais ouvia era a do Flamengo. Isso mostra que o bairrismo não fica só em pequenas cidades ou dentro das pessoas, mostra que até as grandes redes de comunicação influenciam. Mas nada disso pode abalar um povo extremamente guerreiro e orgulhoso de suas conquistas, isso, creio eu, é o que mais diferencia um gaúcho, a vontade de "pelear" pelo que acredita.


2 comentários:

  1. Oi Régis!
    Achei este post muito interessante e, como Colorada, também achei que a torcida flamenguista estava "torcendo" alto demais, além disso eu não conseguia vê-los durante a transmissão. O que era no mínimo estranho, não é?
    Quanto ao bairrismo temos que nos cuidar, tratando os outros como gostaríamos de ser tratados...

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  2. O que é Etnocentrismo
    De acordo com o livro de Everardo Rocha, Etnocentrismo são atitudes pela qual, um individuo ou um grupo social, julga outros indivíduos ou grupos, tendo como referencia seus próprios valores. Como se o “meu” grupo fosse o certo, e que “nós” somos o centro de tudo e que os “outros” devem pensar e sentir através da nossa definição do que é existência. O grupo de referencia, como no meu exemplo é o “meu grupo”, faz uma visão a única possível, a melhor e a mais certa. E o “outro grupo” fica tachado como anormal, engraçado, absurdo. Isso se dá num reforço de identidade do “meu grupo”, que se acha superior e melhor.

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