terça-feira, 30 de agosto de 2011

Violência em cima de violência



Vivemos em uma sociedade com muitos problemas, que vão da fome a violência, algo que vem crescendo catastroficamente, pois estamos no séc. XXI. Era para ser diferente, quanto mais se passa os anos mais as pessoas deveriam progredir, mas o que vemos cotidianamente não passa de ganância de algumas minorias. Abordando centralizadamente o tema violência é que começo a desenvolver certas opiniões, mas que fique bem claro, o que será escrito estará direcionado a alguns indivíduos, tratando o fato de uma forma não generalizada. 
A violência é um dos maiores problemas brasileiros, que afetam todas as cidades, das mais pequenas as grandes metrópoles e megalópoles. Parece que as coisas tomaram proporções babilônicas chegando ao um estado irreversível, maridos batendo em suas esposas e filhos, agressão contra gays, brigas em colégios, assassinatos por um par de tênis, tudo isso vemos nos noticiários, basta pesquisarmos por um minuto. Então, o que vemos para tentar combater esse mal? Mais violência? 
A nossa polícia, que muitas das vezes tenta reprimir a violência com a própria violência agiria no meu ponto de vista muito equivocadamente, seria difícil dizer se isto está certo ou não, pois não sou policial, mas temos fatos de que em alguns acontecimentos a força é usada em demasia. O fato de lidar com todo os tipos de pessoas poderia está ligado a essas violências, mas não justificaria o fato. Esse é o grande problema, eu já disse que não generalizo todos os policiais, mas a maioria deles generalizam os cidadãos, exemplificando melhor isso, uma pessoa por estar sentada em um bar onde tenha várias na volta, que independentemente ou não poderão estar fazendo algum ato infrator, essas pessoas são tratadas da mesma forma que os outros, que sem usar da hipocrisia afirmo que o tratamento chega de uma forma muito autoritária, que em vez de causar respeito, ocasiona medo da população e é o que faz as pessoas terem mais "credibilidade" nos criminosos. 
Mais uma vez falo que não generalizo todos os policiais, e parabenizo alguns por certos acontecimentos que evitaram mortes, cumprindo totalmente com seus respectivos papéis. Apenas deixo um alerta para que ainda existe muita coisa errada, e como qualquer outra pessoa estou vulnerável a certas atitudes. Por isso que prezo o diálogo e a  conversa civilizada, violência não é bom em nenhum dos lados.


quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Até quando?



Um acidente envolvendo uma moto e uma camionete Nissan na Av. Marcílio Dias-Bagé vitimou o motoboy Abel Pereira de Pereira, segundo informações o motorista estava dirigindo embriagado e em alta velocidade, isso mostra a covardia existente no trânsito em todas as cidades do país. Além de estar dirigindo um veículo de grande porte, o condutor estava embriagado, o motorista depois de cometer o crime(por que foi isso que aconteceu, sem medir as palavras) fugiu do local. O autor desse acidente pertence a uma família de sobrenome importante na cidade, que por sinal provém de dinheiro. A questão está na falta de punição contra essas pessoas que por levarem um sobrenome conhecido se sentem capazes de cometer qualquer ato, sabendo que pouca coisa irá acontecer com elas, isso é um problema em cidades de porte pequeno e baseado na economia da agricultura, onde algumas famílias se destacam. Não é o primeiro acidente que deixa uma pessoa morta e que o causador é de família com sobrenome importante, e o que será que aconteceu nas outras vezes? NADA! Sempre arranjam uma forma de aliviar a pena, pagando cestas básicas ou algo do gênero. Pagou em cestas básicas está tudo resolvido, trocamos a dor da família por alguns sacos de alimentos, simplesmente isso. 
A foto que está no começo do post foi tirada de forma independente e mostra um protesto pacífico feito por motoboys e motociclistas que lutam para que algo seja feito contra o causador de mais uma morte no trânsito. Os protestos continuarão e as mortes no trânsito infelizmente também, pergunto até quando vai acontecer isso?Até quando um sobrenome pode valer mais que uma vida?

Foto: Allan Gasparoni


terça-feira, 23 de agosto de 2011

"Sirvam nossas façanhas de modelo à toda Terra"


Há muito tempo convivemos com um certo bairrismo gaúcho em relação ao resto do país, assim como sofremos com as piadinhas preconceituosas que geralmente chamam os gaúchos de gays e etc. Mas esse bairrismo vai além dessas certas "birras", é algo que está presente na história, algo que está implantado na cultura de cada gaúcho, que por sinal faz com que cantamos o Hino Rio-Grandense com mais vontade, dando valor as "peleias" ganhas no passado, honrando a Revolução Farroupilha. De certa forma me considero um verdadeiro bairrista junto com a maior parte da população gaúcha, obviamente não sou a favor de separar o Rio Grande do Brasil, pois acho isso uma proposta bem vencida e antiga, mas nem por isso digo que a nossa formação cultural seja igual ao restante do país. Sofremos grandes influências uruguaias e argentinas, o que faz o RS ter uma alma mais guerreira. Um exemplo muito comum disso são as torcidas da dupla GRE-NAL, ambas seguem o estilo latino de torcer, seguindo a risca o modo "Barra Brava". Dando uma explicação prática de bairrismo podemos citar o último jogo do Internacional, contra o Flamengo, onde a Rede Globo aumentava o volume da torcida do Flamengo a cada instante, uma pequena observação: eram cerca de 3 mil torcedores flamenguistas contra 35 mil na arquibancada colorada, e mesmo assim em algumas partes do jogo a torcida que se mais ouvia era a do Flamengo. Isso mostra que o bairrismo não fica só em pequenas cidades ou dentro das pessoas, mostra que até as grandes redes de comunicação influenciam. Mas nada disso pode abalar um povo extremamente guerreiro e orgulhoso de suas conquistas, isso, creio eu, é o que mais diferencia um gaúcho, a vontade de "pelear" pelo que acredita.


quinta-feira, 18 de agosto de 2011

"Educassão"



Como que construímos uma sociedade ideal? O que fazemos para não existir tanto preconceito? Como obter pessoas extremamente civilizadas? Simples, demos educação a todos. Mas como fazer isso em um país que não tem escolas, não tem professores, e quando tem o ensino é precário. Não generalizamos, existem escolas excelentes, na maioria particulares, mas com leves exceções abertas ao povo. Mas a questão aqui é a educação brasileira que parece que nem um político mega assalariado consegue enxergar, educação que é o princípio de qualquer pessoa, é claro que depende de cada aluno para ter princípios, mas como se tornar alguém estudando sob goteiras ou não cumprindo o horário por falta de professores? Muito bonito políticos, é isso mesmo, vocês querem a Copa do Mundo em 2014 e a nossa educação fica por conta de chutar uma bola na trave, que é o que vocês fazem, CHUTAR A BOLA NA TRAVE. Professores com salários muito baixos e ainda tendo que dar aula com inúmeras dificuldades, alunos esperando o intervalo e o futebol na quadra da escola. Perfeito Brasil! Esse é o caminho rumo ao hexa! Já estamos na estrada para representar um país com tanta cultura escondida, menos educação, mais tempo para jogar futebol, deve ser esse o propósito, nada mais. 

Obs.: O fato de ter dito "menos educação, mais tempo para jogar futebol" não desmerece a inteligência de nenhum jogador ou atleta, apenas foi uma forma de criticar os políticos, apenas eles.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Nosso ideal



Quem nunca se perguntou a que veio ou qual é sua meta, perguntas que simplesmente passam despercebidas no dia a dia, mas que fazem muita diferença no desenvolvimento de uma pessoa. São as ideologias que mais cedo ou mais tarde acabam interferindo na sua vida, seja das manifestações mais simples as mais complexas. E é essa palavra chamada ideologia que se consagrou na voz de Cazuza, palavra que mudou um país, ou então que fez alguém não desistir de viver, palavra de simples pronúncia, mas que faz qualquer pessoa repensar seus atos, sua conduta. Para dar um exemplo prático de ideologia poderia citar este post, ele só foi escrito, assim como os outros, através de uma certa ideia que me fez criar este Blog, algo completamente banal, mas que nos caracteriza. Muito fácil designar uma pessoa através daquilo que ela acredita, uma forma de julgamento que muitas vezes não discrimina ninguém, seria então a ideologia nossa carteira de identidade. Nossas ideologias podem ser as mais simples possíveis, a única coisa que não pode é viver sem ideologia, pois isso seria como caminhar sem um destino, apenas uma passagem rápida em cada lugar.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

"Viajantes na Tempestade"



Recentemente presenciamos nos noticiários a morte da cantora de Jazz, Blues e R&B Amy Winehouse, Amy faleceu com apenas 27 anos, esse número coincide com a idade que outros gênios da música faleceram, como Jim Morrison, Janis Joplin e Jimi Hendrix, a coincidência (ou não) de idade que todos eles morreram geram teorias de conspirações e várias reportagens. Muita dessas reportagens traz consigo o fato de todos esses cantores usarem drogas e causarem escândalos, um modo de gerar mais audiência, mas poucos tratam do que realmente foram essas pessoas, no que elas acreditavam ser certo e a quem precisariam provar alguma coisa. Constantemente ouço pessoas dizendo que esses cantores foram "loucos" ao morrerem tão cedo, com uma carreira inteira pela frente (sem trocadilhos, por favor) e com dinheiro suficiente para se manter por um bom tempo. Agora proponho algo que faça você que está lendo pensar: - Será que esses poucos anos de vida que eles tiveram não foram bem aproveitados perante suas ideologias, ou então, a possibilidade de estarem cansados de viver numa sociedade que cada vez mais se degrada? São pontos que quase nunca são colocados em pauta nessas reportagens, pois é fácil criticar os outros sem saber ao menos no que eles realmente acreditavam ser a vida. Eu também fico triste ao ler que pessoas tão geniais morreram muito cedo, mas existe algo que nos consola, que são nada mais do que suas músicas. Muito obrigado pelas obras seus "viajantes na tempestade". 

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Desligue a TV, ligue seu cérebro!



A evolução dos meios de comunicação tomou proporções inimagináveis, hoje para ter acesso a uma notícia que está do outro lado do mundo basta um clique, tamanho o desenvolvimento da tecnologia, é uma ótima alternativa para quem gosta de se manter informado e atualizado. O problema está na grande manipulação que os meios exercem sobre as pessoas, é comum encontrar pessoas que creem em tudo que se passa na televisão, como o que está sendo dito na tela tornasse a sua opinião, sendo que a notícia pode ser desenvolvida de várias posições, funciona mais ou menos assim: "Tenho preguiça de pensar, então, vou deixar que os outros pensem por mim", como que um país que está em constante projeção para o mundo ainda pode ter tantas pessoas alienadas, e ouso-me a dizer que essa alienação não é exclusiva da mídia, pois existem tantas outras formas de "sucção cerebral", não vou citar nenhuma, vou deixar para quem está lendo imaginar, e o pior de tudo isso é que para mudar tanta alienação só necessita das próprias pessoas, o que se torna praticamente impossível em um país com milhões de habitantes. Para ter uma noção, eu, através deste artigo poderia está manipulando as pessoas, isso mostra que se não nos engajarmos em alguma coisa desde cedo poderemos ser eternamente guiados pelo "plin plin".

sábado, 6 de agosto de 2011

Poser



Ocorreu nesta manhã de sábado uma briga envolvendo "punks" e "skinheads" no bairro Cidade Baixa, este confronto deixou seis feridos que foram encaminhados para o hospital. A questão é: ainda existe pessoas que se acham com o direito de agredir e ferir as outras sem o mínimo de motivos, apenas por se situarem em ideologias diferentes. Só voltando na história para mostrar a esses " agressores de soco inglês" que o punk não é sinônimo de violência, eles apenas usam desse nome para se sentir aceito numa sociedade da qual repudiam, é um pouco controverso, se a essência do punk é estar em desacordo com a sociedade sistemática, então por que eles seguem agredindo as pessoas? Deve ser para honrar o nome de "punk" de verdade, aquele que agride os outros, ou seja, a maioria dos "punks" de hoje. Espetam o cabelo, usam camiseta do Sex Pistols, rasgam uma calça, e já se sentem punks( não usei aspas, pois me refiro aos verdadeiros) dos anos 70. Até o que foi uma das formas mais explícitas de rebeldia se torna mera violência nas mãos de certas pessoas que fazem de tudo para seguir os primórdios de uma ideologia, e o que conseguem? Aparecer em um jornal distorcendo um modo de vida de gerações.

Novas mudanças na Ilha



Mais de 50 anos após a revolução, Cuba começa a se render ao modo capitalista de viver, foi decretado essa semana na ilha - que vive sobre comando da Família Castro desde a vitória na Baía dos Porcos - que será permitido a venda de imóveis, comércio de pequeno porte e até que uma família possa ter mais de um carro, além disse o governo facilitará viagens de avião, parece simples, mas para os cubanos é novidade. Essas "vantagens" estão sendo concedidas no governo de Raúl Castro, que vem liberando certas regalias aos habitantes da ilha, aos velhos críticos do regime comunista essa notícia serve de afirmação para suas palavras, que não se pode viver isolado do mundo nos dias de hoje. É uma notícia que entra para os livros de história assim como dois revolucionários que um dia lutaram por um país onde todos fossem iguais.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

A história não é em vão



Sempre fui apaixonado pela história brasileira dos anos 60 por inúmeros motivos, toda aquela repressão contra os jovens me deixava cada vez mais revoltado e me mostrava o quão vulnerável somos perante as grandes autoridades, admito que fui e ainda sou muito influenciado pela juventude rebelde e de esquerda presente naquela época, perdi as contas de quantas revistas e artigos li sobre a ditadura militar, e a cada frase terminada ficava um sentimento em minha mente de como as pessoas podem lutar quando são ameaçadas e junto com esse sentimento vem a indignação do quanto um "ser humano" pode ser cruel ao ponto de torturar uma pessoa, e não me venha com aquele papo de que "eu apenas cumpria ordens", vamos tratar os fatos de forma verdadeira. Mas enfim, cheguei a conclusão que aquilo não passava da história que felizmente não vivi, então me deparo com uma situação de repressão a liberdade de expressão em pleno século XXI, mais precisamente no ano de 2011(a situação pra quem não sabe ainda está citada no post abaixo), ai me volta a cabeça todas aquelas pessoas que morreram para que seus filhos pudessem responder sem levar um tapa, tudo em vão quando o assunto envolve políticos de "colarinho branco".

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

"Posso perder um round, mas não fujo da luta"



Queria começar este artigo de forma politizada e calma, mas me deparando com que acontece na nossa política fico até  envergonhado em ser politizado. Um caso recente que demonstra toda nossa "democracia" é o fato do compositor e músico gaúcho Tonho Crocco (ex Ultramen) ser processado por crime contra a honra, a pessoa que estaria acusando-lhe é um deputado federal que ficou digamos "constrangido" com a letra da nova música de Tonho, "Gangue da matriz", nela ele faz um protesto inteligente contra o aumento de salário dos parlamentares, de R$ 11.564,76 para os absurdos R$ 20.042,34. Se ele realmente for condenado, o que torço para não acontecer, poderá pegar de um mês a dois anos de reclusão. Não comentarei mais nada, apenas deixarei uma pergunta: Falar a verdade no Brasil virou crime?